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Posts com Tag ‘Sistemas Defensivos’

Tendo em vista que muitas pessoas que trabalham com handebol têm receio em jogar com defesas mais abertas e agressivas, por acreditarem que defesas abertas deixam muitos espaços vazios e por isso, são mais vulneráveis, escrevo este artigo, mostrando que a defesa 3:3 pode ser utilizada com êxito, e que a iniciação é um local no qual uma defesa 3:3 deve ter funcionalidade bem simplificada que transformam sua estrutura aparentemente aberta em algo bastante compacto.

Vocês podem observar que destaquei as palavras regras de ação e estrutura, e isso é proposital, pois todo esquema defensivo é um subsistema de um sistema maior: o jogo. Dessa forma, por ser sistema ele possui três características imprescindíveis: possui uma estrutura, possui uma funcionalidade e elementos que o constituem, estes, com base nas referências estruturais e funcionais do sistema, possuem autonomia para tomar decisões que influenciam em todos os outros elementos componentes do sistema defensivo.

A estrutura de um esquema defensivo é exatamente aquilo o que todos nós costumamos ver objetivamente. É o desenho do jogo, a foto, a imagem paralisada de uma proposta defensiva.

Abaixo, uma foto e uma imagem (estrutura) de um sistema defensivo 3:3 que é formado por duas linhas defensivas, cada uma com 3 jogadores que jogam juntos em suas respectivas linhas. Chamaremos a linha mais próxima do goleiro de primeira linha defensiva e a linha mais afastada do goleiro de segunda linha defensiva.

Defesa 3:3 e suas linhas defensivas

Muitas vezes, ficamos exclusivamente focados no olhar estrutural do esquema defensivo adotado e esquecemos-nos de observar que essa estrutura deve funcionar (mais…)

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Hoje, discutiremos, aqui, estratégias aplicadas através de jogos para um momento que, dentro de um bom planejamento de ensino, sempre gera dúvidas e dificuldades de aprendizado: saber jogar defensivamente em zona. (mais…)

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Nos artigos anteriores, discorri sobre os objetivos do jogo de defesa (clique aqui) e principalmente sobre os princípios do jogo de defesa (clique aqui), falando ao final sobre a defesa individual, bem como sobre os sistemas por zona de defesa, principalmente sobre os subsistemas fechados  6:0 e 5:1.

Nesta parte final desta miniserie de textos sobre o Jogo de defesa, gostaria de comentar sobre os sistemas por zona abertos, e também por aqueles conhecidos como mistos ou combinados. Cabe citar que os sistemas abertos podem sofrer uma grande transformação caso se confirme aquilo que o Lucas Leonardo citou em artigo neste site (clique aqui), ou seja, que o handebol passe a ser um jogo não mais com 3 passos, mas sim com 5 contatos no solo, e com a permissão do ‘duplo pentafásico’ – o que ao meu ver criará um novo jogo, diferente do handebol que conhecemos até então. A conferir.

Relembro que este texto é parte do meu livro “Handebol” recentemente lancado pela editora Odysseus (www.odysseus.com.br). Agradeço ao editor Stylianos Tsirazis a gentileza de autorizar a publicação deste trecho neste importante sítio do handebol da comunidade lusofona.

Sistemas abertos ou avançados

Os sistemas conhecidos como “abertos” são aqueles que, literalmente, abrem os espaços na primeira linha defensiva entre os defensores, diminuindo a amplitude de cobertura da área do goleiro. Em contrapartida, em termos de profundidade da quadra, atuam de forma a ocupar os espaços na segunda linha de defesa (nove metros) e até mesmo numa terceira linha de defesa imaginária (dez, 11 ou até 12 metros) no sentido de impedir os armadores (nove metros) atacantes de se aproximarem da baliza. Visualmente, eles são “abertos”, e suas maiores preocupações consistem em dificultar os arremessos de média e longa distância, além de dificultar a movimentação da bola por parte do ataque, através do trabalho de interceptação e dissuasão de passes. Cabe salientar que, apesar destes sistemas muitas vezes deixarem seus jogadores em situação de 1 x 1 (um defensor contra um atacante), eles  não correspondem a uma marcação individual, são organizados por zona, e cada defensor tem uma região na qual deve se deslocar e proteger, como mostraremos a seguir. Estas zonas, apesar de grandes, delimitam e colocam os sistemas abertos como sistemas zonais por excelência. Ou seja, a eles devem ser aplicados todos os princípios defensivos já mencionados, como por exemplo, o fato do espaço entre dois defensores ser de responsabilidade de ambos na hora da defesa. Os principais sistemas que se enquadram nesta classificação são denominados 3:2:1 e o 3:3[1].

Sistema 3:2:1 (mais…)

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Caros amigos, hoje disponibilizo para vocês o link de um artigo publicado na revista Kronos sobre a eficácia de sistemas defensivos.

O artigo é em espanhol, e devido à similitude de nossa língua com essa língua irmã, creio que possamos entender muito desse ótimo estudo.

Caso tenham dificuldades, o Google possui uma boa ferramenta de tradução. Clicando aqui vocês abrem essa ferramenta. Para as palvras ou frases que tiverem dúvidas do significado, basta colocar nessa ferramenta de tradução e matar a sua curiosidade.

O título do artigo é: Cuantificación y valoración de la eficacia de los sistemas defensivos empleados en el marco situacional de igualdad numérica en los equipos de balonmano de alto nivel [clique aqui para lê-lo]

Boa leitura e boa semana a todos.

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Por Jorge Dofman Knijnik

Professor da School of Education, University of Western Sydney (NSW, Australia)

Relembro que este texto é parte do meu livro “Handebol” recentemente lançado pela editora Odysseus (www.odysseus.com.br). Agradeço ao editor Stylianos Tsirazis a gentileza de autorizar a publicação deste trecho neste importante sítio do handebol da comunidade lusofona.

No artigo anterior, discorri sobre os possiveis e diferentes objetivos do jogo de defesa.

Vejamos agora quais os princípios gerais[1] do jogo de defesa, dentro de cada uma das três fases indicadas (retorno defensivo, defesa temporária e defesa organizada).

a)    Princípios da fase do retorno defensivo

- atitude mental que conduza a uma grande vontade de realizar um rápido retorno à própria quadra, para proteger a baliza, sem nunca perder o contato visual com a bola e com todos os elementos do jogo, colegas e adversário;

- dificultar o contra-ataque adversário, tentando recuperar a bola;

- pressionar o jogador em posse da bola, para impedir ou atrapalhar o contra-ataque, por meio de dissuasões, obstrução da visão (bloqueios, saltos) da quadra, ou mesmo conduzindo-o às laterais e zonas menos perigosas da quadra;

- leitura do jogo para observar que a equipe não fique em inferioridade numérica durante o contra-ataque, em nenhuma região da quadra, especialmente naquela em que se encontra a bola.

b)    Princípios da fase da zona defensiva temporária (mais…)

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Por Jorge Dofman Knijnik

Professor da School of Education, University of Western Sydney (NSW, Australia)

Nesta pequena serie de 3 artigos, pretendo introduzir alguns conceitos bem como algumas noções completas sobre sistemas defensivos. Este texto completo, com todas as ilustrações, faz parte do livro HANDEBOL, que publiquei recentemente pela editora Odysseus (www.odysseus.com.br) e que pode ser adquirido diretamente no site da editora, ou pelo vendas@odysseus.com.br, ou ainda pelo telefone 11+3816-0835.

Agradeço ao editor Stylianos Tsirazis a gentileza de autorizar a publicação deste trecho neste importante sitio do handebol da comunidade lusofona.

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Introdução: O Jogo de Defesa

“Atacar como podemos e defender como os pumas”. Este era o lema de algumas equipes argentinas (River Plate e depois Ferrocaril do Oeste), (mais…)

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1. Introdução

Neste último artigo da uma série, vamos analisar a utilização de jogos para o ensino dos conceitos defensivos zonais.

Conforme destacado no primeiro artigo (Tática Defensiva no Ensino do Handebol I) anteriormente ao ensino diretivo a nossos alunos das estruturas defensivas clássicas do handebol (defesa 6:0, 5:1, 4:2 e etc..) devemos ter uma preocupação que diz respeito à formação de jogadores inteligentes para resolução dos problemas do jogo.

Direcionar nossos alunos para executarem mecanicamente estruturas defensivas  formais não garante que eles saibam executá-las. Distribuir nossos alunos na quadra e dizer: “Fiquem desse jeito, cada um é responsável por sua região” é muito pouco para nossa função de pedagogos do esporte.

(mais…)

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1. Porque ensinar a defender se ensinar a fazer gol é mais fácil?

Ensinar handebol, para muitos está diretamente relacionado com o ensinar a fazer gols arremessando de vários locais da quadra.

A postura de valorização das ações ofensivas quase sempre está relacionada ao fato de que é nesse momento do jogo que a maior realização e satisfação ocorrem, ou seja, a realização do gol. No entanto, essa não deve ser nossa única razão de atuar, pois caso contrário, uma fase de vital importância no processo de ensino-aprendizagem do handebol (e do desporto coletivo de maneira geral) acaba ficando em segundo plano, interferindo negativamente neste processo. (mais…)

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