Caros amigos, há algum tempo não atualizo o bando de jogos pedagógicos do site e essa semana achei por bem trazer à tona a discussão sobre o ensino de elementos táticos individuais.
Para muitos autores espanhóis, dentre eles Antón, um clássico autor do handebol, as organizações do jogo podem ser dividias em meios táticos, que organizam-se em táticas individuais e coletivas, sendo que os meios táticos coletivos subdividem-se em meios táticos de grupo (envolvendo 2 ou 3 jogadores adjacentes) e de equipe (envolvendo toda a equipe).
Ao falar de Táticas Individuais, podemos destacar, por exemplo as fintas, desmarques e bloqueios.
Um primeiro olhar nos trás uma curiosidade: fintar não será uma ação técnica? Desmarcar-se e bloquear também não seriam?
A princípio parece que podemos simplesmente colcoar cones ao chão e orientar para que nossos alunos “driblem” esses cones, fixando e deslocando rapidamente de um lado para o outro, conseguindo assim ensinar-los a fintar.
Sobre a ótica do ensino tradicional, isso parece adequado, pois ensinamos a técnica da finta e com o conhecimento de como essa técnica se organiza, depois veremos se há transferência imediata para o confronto de 1×1.
Ensinada dessa forma, a finta é técnica e não tática.
Porém, se a finta for uma ação individual que, porém, gera benefícios coletivos (grupo e equipe), essa finta passa a ser entendida como tática e não como técnica. Assim, um gesto intencional, que tange à ação de uma determinada técnica para resolver um determinado problema ganha uma conotação de benefício para o restante da equipe, e não apenas para o executor da ação.
Dessa forma, numa ótica de ensino pautada no Jogo, ensinar a fintar, que será nosso exemplo, incidirá no ensino de muitos outros meios táricos do jogo, que terão na finta a origem de um benefício que pode ser transmitido para toda equipe.
Jogo 1 - 1×1 com apoio
- Regras:
– o jogador atacante deve fazer o touchdown enfrentando um jogador de defesa, contando com ajuda de um coringa, para poder movimentar a bola.
– Cada tentativa de ataque que finalize ou em ponto ou em erro do ataque a bola é passada para o jogador de defesa atacar
- Pontuação:
– Cada touchdown vale 1 ponto
– Cada vez que a defesa fizer o ataque cometer um erro ganha 1 ponto
- Tamanho de Campo:
– 1/8 da quadra
- Materiais:
– 1 bola por jogo e
– 1 linha de referência para ser ultrapassada feita de 2 ou 3 cones
Jogo 2 -2×2 com Pivô e Apoio
- Regras:
Ficará 1 jogador atacantes fora da área e 1 obrigatóriamente dentro da área fazendo a função do pivô, sendo que a defesa pode optar por defender como quiser, tanto dentro como fora da área;
– Haverá um coringa como apoio ao jogo, podendo executar ações táticas restritas a respostas ofensivas e passes para o jogador que está fora da área.
- Pontuação:
– 10 passes entre o atacante de fora da área e o coringa equivale a 1 ponto
– Passe direto para o pivô equivale a 2 pontos
- Tamanho de Campo:
– 1/4 da quadra
- Materiais:
– 1 bola por jogo e
– 1 área feita de 4 cones (ou utilização dos círculos do garrafão e meia quadra)
Análise Pedagógica
Nas propostas de jogo apresentadas, verifica-se que a presença dos apoios (jogadores que somente tem a função de receber e passar a bola, ajudando os jogadores do jogo a circularem a bola) dá ao jogador a possibilidade de arrsicar beneficiar-se na situação de 1×1 e em não tendo êxito, ele poderá tersempre o auxílio de alguém para que o jogo continue.
No caso do segundo jogo, além do apoio, ele também tem a presença do “pivô” que será o principal objetivo do jogador a ser atingido. Ele terá, para isso a possibilidade de usar o apoio como ajuda para desmaercar-se, mas também poderá usar e abusar das fintas, pois mesmo que ele não se beneficie da ação, o apoio estará la para ajudá-lo, e em caso de êxito, terá o pivô para ser procurado.
Portanto, em ambas as atividades, fintar não será apenas uma ação técnica isolada, mas uma ação que poderá beneficiar a equipe (que joga com ele esses jogos).



















Penso ser importante, as temáticas apresentadas por você, na abordagem dessa modalidade que muito empolga as crianças.
Acredito que é necessário pensar antes de tudo no conceito de jogo, fora as especificações dfo handebol, para em seguida compreender a dinâmica do jogo propriamente dito.
Sou professor de Metodologia do Ensino do Esporte Coletivo e Individual do Instituto de Ciência Sociais, Educação e Zootecnia – ICSEZ/Universidade Federal do Amazonas, no Pólo do Baixo Amazonas, na Cidade de Parintins, a terra do boi bumbá Garantido e Caprichoso.
- Cheguei em novembro/08, através de Concurso Público, e estamos nos organizando para desenvolver várias ações nop município de Parintins.
- Fui técnico da Seleção Amazonense de Handebol (86 a 91).
- Tive pssagem na Seleção Brasileira de Handebol (83 e 84).
Espero que possamos estreitar nosso contato,
Gostaria de manter contato com mais frequência com seu trabalho.
Aqui em Parintins há carência de trabalho com iniciação ao handebol
Inácio Pinto (PIOLHO-AM)
Ola professor Lucas Leonardo,sou estudante do último semestre do curso de Educação Física e atuo na aréa do handebol a bastante tempo(além de ser jogador de modalidade), e utilizo seu site para melhorar meus conhecimentos e desenvolover meu TCC.Mas o motivo dessa mensagem em si,é principalmente sobre o este trabalho de pesquisa.
O tema do trabalho “Abordagens metodologicas do treinamento técnico e tático no handebol em crianças de 11 a 14 anos” o trabalho já foi finalizado e apresentado na faculdade,porem não quero parar esta pesquisa.Assim peço ajuda ao senhor ,se poderia ler e avaliar o trabalho e indicar opiniões que possam me auxiliar.Acredito que desenvolver uma linha metodologica mais solida de iniciação e de treinamento do handebol é peça fundamental para o desenvolvimento da modalidade.
antecipadamente
Muito abrigado
Augusto
nao sei quas nada de handebol mas gostaria que vc mim enviasse algum coteudo sobre este assunto para mim.